MEETING sobre “a Evolução do Andebol no Distrito de Portalegre

O DISTRITO DE PORTALEGRE
Meeting: a evolução do andebol no distrito de Portalegre

A proposta partiu da Associação de Andebol de Portalegre (AAP) e cerca de 50 pessoas responderam ao repto. Representantes dos cinco clubes que são associados da AAP, árbitros, atletas e comunicação social reuniram-se no auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre para reflectir a evolução e o futuro desta modalidade.

Para quem se apresentou pelos nomes sonantes e interesse do tema, mas profundo desconhecedor da realidade da prática deste desporto no distrito, como o DP, a primeira leitura seria que se tratava de mais um daqueles momentos de enaltecer o trabalho realizado por alguém. Mas não. Tratou-se de um momento de reflexão séria sobre a realidade da modalidade e diga-se realidade difícil. Depois das breves palavras do presidente da AAP, Salvador Campo Maior, em que expos o que foi o seu trabalho e dos seus colaboradores ao longo dos últimos dez anos, com os resultados de 604 atletas inscritos, 22 árbitros e 15 técnicos passou à verdadeira questão: “as dificuldades”. Estas dificuldades resumem-se a menos equipas filiadas, pouca participação das equipas nas provas nacionais, pouca prática da modalidade por equipas femininas e só haver dois clubes, um de Portalegre outro da Ponte de Sor a praticar federadamente, nesta época.

Seguidamente falou o presidente da Federação Portuguesa de Andebol (FPA), Henrique Turrinha, que realçou o trabalho realizado mas as inúmeras dificuldades em afirmar a modalidade face à concorrência de outras modalidades mais mediáticas. Realçou o facto desta modalidade ser a nº1 no feminino em Portugal e de o trabalho feito junto das escolas começar a dar frutos que ainda vão demorar a aparecer visto que o processo de maturação de um atleta é de cerca de 14 anos.

O último membro da mesa a tomar a palavra foi o presidente do conselho nacional de arbitragem de andebol, António Galambas, que realçou a qualidade do trabalho feito pelos árbitros do distrito e se disponibilizou para responder a perguntas.

Aberto o debate foi a vez da palavra passar para os agentes desportivos envolvidos nos clubes, de falar das dificuldades que as enormes distâncias que são obrigados a percorrer para realizar os jogos e dos custos que uma estrutura nacional exige a clubes de pequena envergadura que só sobrevivem da boa vontade e dedicação de muitos. Como mais valia foram apontados os apoios dados pelas autarquias, sobretudo nos transportes, mas há um sem fim de despesas, das bolas às inscrições dos atletas, que carecem de financiamento, dificuldades que com o quadro de crise económica não têm solução à vista.

Do que foi dado ao DP perceber, o andebol só poderá sobreviver no distrito bem como a AAP se houver mais envolvimento e ousadia de alguns clubes. A AAP é formada pelos clubes e sem as suas acções, às quais não se pode substituir, não tem futuro. O presidente da AAP apontou para um ideal de uma equipa federada por sede de concelho, mas nada depende dele. O debate progrediu entre questões mais técnicas e outras de opções feitas pela FPA, mas a mensagem que passou foi de que a não ser que mude algo e rapidamente, o andebol como modalidade federada e com representação nacional, nos seus vários escalões, está claramente ameaçada.

 

JORNAL FONTE NOVA
Meeting sobre a evolução do Andebol

O Andebol no Distrito de Portalegre foi amplamente discutido num Meeting levado a efeito no auditório do Museu de Tapeçarias tendo como convidados principais o presidente da Federação de Andebol de Portugal, Henrique Torrinha e o presidente do Conselho de Arbitragem da (FPA) António Galamas. Sob a égide "a Evolução do Andebol no Distrito de Portalegre, foi possível equacionar um conjunto de objectivos e propostas sobre a modalidade, a sua evolução, a falta de competitividade e certa ausência dos Clubes em se preocuparem numa maior participação com resultados benéficos para os atletas. Salvador Campo Maior, presidente da Direcção da Associação de Andebol de Portalegre, organizadora do Meeting teve uma intervenção de fundo para fazer uma retrospectiva dos acontecimentos mais importantes a nível do Distrito, evolução da modalidade, Clubes filiados, participação nos Nacionais actualmente apenas com duas equipas. Genericamente este evento deu claramente para perceber que há carências de índole vária nestes Distrito com muitas dificuldades por ultrapassar.

"Escola de Árbitros
um sonho por realizar"

Salvador Campo Maior chamou a atenção para uma ambição que pensa seria muito importante para esta Região: a criação de uma Escola de Árbitros em Portalegre. Teceu depois algumas considerações oportunas sobre o Projecto Inovar para Vencer, com reflexos positivos proporcionando às crianças o interesse e gosto pela modalidade. Outro projecto em que a Associação está empenhada é a Liga Transfronteiriça envolvendo Cam-peonatos Regionais e com um adicional importante. É possível conseguir alguns apoios financeiros, sem eles a Associação teria muitas dificuldades de apoiar as arbitragens. Noutro momento da sua comunicação alertou os Clubes filiados para a necessidade de serem mais participativos, devem avançar, o futuro depende deles. Quanto ao andebol feminino, está numa fase discreta com jogos particulares. Outra preocupação manifestada pelo presidente da Associação passa pela qualidade na formação contínua, aumentar o número de Clubes, olhar mais para o desporto escolar que poderia ser melhor aproveitado.

Henrique Torrinha - Presidente da FAP
"Andebol feminino 1ª modalidade no País"

O presidente da Federação de Andebol de Portugal Henrique Torrinha começou por dizer que em Novembro tinham apresentado às Associações da modalidade um conjunto de dados para análises objectivas. Em 2004/2005 houve a aprovação de um projecto visando a realidade do andebol em Portugal. Sobre o andebol feminino, considerou que sendo negro, pode virar cor-de-rosa já que os extremos tocam-se ou seja, o andebol feminino é a primeira modalidade do País. Ainda como contraste citou que a Associação de Andebol de Lisboa é a 6ª do País, um grande problema. Quanto às Associações Regionais, observou que é necessário mais participação se quizerem singrar. Henrique Torrinha abordou depois o Projecto Inovar para Vencer com 200 professores contratados teve mais de 500 participantes, no entanto em Portalegre só existem duas equipas federadas.

António Galamas Presidente do CA
"Onde há desporto existe contestação"

António Galamas, presidente do CA teve uma breve comunicação para falar da arbitragem o novo Regime Jurídico das Federações e alguns dos objectivos que pensam levar á prática. Antes de se dar início ao Meeting adiantou-nos: "Esta presença em Portalegre deve-se ao facto de dar continuidade de outras iniciativas da Federação e naturalmente que importa falar do passado e do presente, e do que vai ser o futuro. Estamos a desenvolver um projecto mais solidificado para que a arbitragem seja melhor, isto no âmbito da Lei das Federações". Sobre o Quadro de Juízes na modalidade, António Galamas observou que "aumentaram os jogos e as competições Nacionais, daí ser necessário uma maior atenção das Associações Distritais, com responsabilidades na matéria". Quanto a contestação nos jogos de Andebol, o presidente do Conselho de Arbitragem sustenta. "Sabe enquanto houver um desporto e duas equipas com o objectivo da vitória, haverá sempre a contestação e discussão sobre as arbitragens. "Pela nossa parte vamos tentar melhorar para dar mais dignidade ao desporto". Clubes filiados na Associação de Andebol de Portalegre Clube "O Gavionense"; Cruz de Malta Andebol Clube Crato; Escola Municipal de Andebol de Sousel; Ginásio Andebol de Portalegre; Grupo Experimental de Ponte de Sôr e Sport Nisa e Benfica.









Federação Portuguesa de Andebol

Formação de Andebol


José João Bica

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